Brasil volta ao Copa do Mundo de Softbol após 10 anos e encerra participação na fase de grupos


CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE BEISEBOL E SOFTBOL


Brasil volta ao Copa do Mundo de Softbol após 10 anos e encerra participação na fase de grupos


Foram 10 anos fora da principal competição da categoria, mas a Copa do Mundo de Softbol voltou a ter nossa Seleção Brasileira entre as seleções em disputa, num dos principais palcos da modalidade.

O desafio era tão grande quanto a espera, pois, numa Copa do Mundo diferente daquela disputada em 2016, o Brasil foi para Oklahoma nos EUA, considerada a capital mundial do softbol, para enfrentar potências da modalidade, dentre elas as donas da casa, os EUA, o México, a China, os Países Baixos e a Nova Zelândia, quatro destas entre as 20 melhores do ranking da WBSC.

Para aumentar o desafio, paralelamente a disputa do mundial, o Brasil está na disputa dos Jogos Sul-Americanos na Argentina, logo, teve de formar outra equipe, já que esta volta a Copa do Mundo foi através da herança de uma vaga destinada a África do Sul e vinda já “em cima da hora”.

Formada por jovens atletas, com passagens pelas seleções de base, e por atletas com experiência em competições internacionais com a seleção principal, o Brasil não conseguiu fazer frente as potências da modalidade, não conseguindo garantir a vaga para a tão sonhada Fase Final, mas ainda assim escrevendo um novo capítulo da história do softbol brasileiro e marcando território entre as principais seleções do mundo.

Atletas e Comissão Técnica em Oklahoma (Foto: WBSC)


A trajetória

Como dito antes, diferente do sistema antigo de disputa, hoje em dia o sistema de competições da WBSC prevê uma Fase de Grupos, no caso de softbol são três grupos, com seis seleções em cada, em busca de sete vagas para a Fase Final no ano seguinte (a oitava pertence ao país sede).

Neste modelo o sistema simples de disputa é simples, com todos os seis países se enfrentando na Rodada de Abertura. Terminada esta Rodada, chegam os playoffs, em que o primeiro e segundo se enfrentam para garantir a primeira vaga, e o perdedor enfrenta o vencedor do jogo do terceiro contra o quarto (repescagem), para definir a segunda vaga.

A sequência de jogos do Brasil era a abertura da competição contra as chinesas, as estadunidenses no dia dois, as mexicanas no dia três e, fechando essa rodada, dois jogos no dia quatro, contra as holandesas e neozelandesas. Nossa seleção foi superada pelas adversárias por called game em cinco dos seis jogos, fechando com a sexta posição na classificação e definindo um novo confronto contra a Nova Zelândia na disputa do 5º dos playoffs.

Ainda que novamente tenha sido superada pela seleção da Oceania por called game, o jogo foi um pouco mais parelho, terminando já na sexta entrada.

Todos os resultados são encontrados aqui, com o link dos highlights dos jogos do Brasil.

Atletas durante a apresentação (Foto: WBSC)

Apesar dos resultados, que infelizmente não refletiram o trabalho árduo das atletas e comissão técnica brasileira, a participação do Brasil na Copa do Mundo de Softbol é um marco para a modalidade, que ano após ano ganha mais espaço no cenário internacional, com bons resultados em suas categorias de base, que já garantiu vaga nos Jogos Pan-Americanos de Lima em 2027, e administrativamente também ocupa bom lugar na organização do softbol na América.

Esta participação é mais passo rumo a uma posição de maior destaque e disputas ainda mais frequentes na elite do softbol mundial.


Foto de Capa: WBSC

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