Entrevista com Milton Konno, o Barão, Comandante do Sonho Olímpico do Softbol Brasileiro

CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE BEISEBOL E SOFTBOL

Entrevista com Milton Konno, o Barão, comandante do sonho Olímpico do Softbol Brasileiro


Este será um ano muito importante para o softbol brasileiro, principalmente para as equipes femininas. As equipes Adulta, Sub19, Sub17 e Sub15 terão grandes desafios no segundo semestre. A busca pela vaga olímpica para 2020, no Pré-Olímpico que será disputado no final do mês de agosto no Canadá, é o desafio desse ano para a seleção adulta.

Para tal, a seleção foi convocada e já se prepara sob a tutela de Milton Satoshi Konno, comandante da equipe adulta e do sonho olímpico do softbol brasileiro.

Trabalhando com softbol desde 1991, Barão, como é conhecido, tem inúmeros campeonatos nacionais conquistados com sua equipe, o Nikkei Curitiba, além de muitos torneios com as seleções nacionais das mais diversas categorias desde 2002. O mais recente trabalho com a seleção adulta foi o vice-campeonato do Sulamericano em 2018.

Para entendermos melhor como a seleção adulta se prepara para este grande desafio, fizemos algumas perguntas para o comandante.

A princípio foram pré-convocadas 28 atletas para treinamentos e seletiva. Essa lista se reduziu para 15 na convocação definitiva:
MSK. A pré-seleção foi convocada e o primeiro treino (em fevereiro) foi para avaliar as atletas quanto a sua condição física, fazer exames médicos, orientação nutricional e física com a Nutricionista Denise Kunitake e o preparador físico Marcos Henrique Silva. Também serviu para levar algumas informações para atletas de como seria a preparação da equipe dando continuidade em relação as seleções anteriores.

Qual a dificuldade de fazer uma lista de 28 ser reduzida para 15?
MSKA dificuldade de montar a seleção foi muito grande, nossas atletas trabalham, estudam e algumas se contundiram e pediram dispensa, atrapalhou um pouco o fechamento da lista. Além das atletas que estudam nos EUA, que tinham de pedir autorização para participar do Pré-Olímpico. Mas está tudo ok.

O processo de escolha sobre a lista final é pessoal ou em conjunto?
MSKO processo de escolha foi feito em conjunto com a Comissão Técnica.

Parte das atletas convocadas tem experiência internacional, principalmente jogando no universitário dos EUA. O quanto essa vivência fora contribui com as demais atletas e com a comissão técnica?
MSKA experiência das atletas é muito importante pois todas tiveram participações em sulamericanos, pan-americanos e mundiais, tanto nas categorias de base como no adulto, mas estar jogando mais de 80 jogos nos Estados Unidos e se preparando fisicamente, traz para equipe uma consciência muito grande de preparação para eventos que vão participar.

No mês de abril a equipe se reuniu pela primeira vez para treinamentos.

Em que nível de preparo técnico e físico essas atletas se apresentaram? Qual a projeção de preparo para esses mesmos fatores já na competição?
MSK. Muitas atletas se apresentaram em fevereiro em Ibiúna em uma condição física não muito boa. Já neste primeiro treino se apresentaram com uma condição física e técnico bem acima, mas ainda temos muito trabalho. Trabalho este que será orientado pelo nosso preparador físico Marquinhos e com orientação da Dra. Karina Hatano. A preparação técnica e física cada atleta está fazendo em seu clube na qual estamos monitorando.

A seleção irá se reunir mais quantas vezes? Como será a preparação até o Pré Olímpico?
MSK. Pelo menos uma vez por mês. Todos os treinos faremos análise junto com a comissão técnica para ver a condição de cada atleta. Nesta preparação participaremos da Taça Brasil Masculina em junho e em todos os treinos faremos jogos com times masculinos.

Recentemente foi realizado o sorteio de grupos e jogos do Pré Olímpico (Grupo do Brasil com México, Venezuela, Dominicana, Peru e Ilhas Virgens Britânicas):

Como você avalia a dificuldade que a seleção terá nesse grupo para conseguir uma das três vagas para o super round? Qual a sua projeção para uma classificação a fase final?
MSK. Este Pré-Olímpico vale vaga não só para as Olimpíadas, mas também vale classificação para o Mundial e Jogos Mundiais nos EUA em 2021, por isso os grupos estão bem equilibrados. Nosso objetivo inicial é classificar para o super roud (1º ou 2º lugar do grupo).

Enfrentar a seleção de pior ranking da WBSC na competição (Ilhas Virgens – 57ª do ranking), na estreia, traz que tipo de vantagem?
MSK. Os dois grupos estão equilibrados e todos os jogos serão difíceis.

Já classificadas para as Olimpíadas, as norte americanas não estarão na competição, basicamente deixando uma vaga em aberto. Pensando nisso:

Quais seleções você destacaria como as mais fortes e consequentemente as mais cotadas a brigarem pelas duas vagas?
MSK. Todas as 12 equipes estão bem qualificadas, mas Canadá, Brasil, México, Porto Rico, Venezuela e Cuba estarão na briga por estas duas vagas.

O quão importante seria para o esporte a conquista de uma vaga para os Jogos Olímpicos?
MSK. Para o softbol brasileiro seria inédito (a conquista da vaga). Poderíamos ter participado das Olimpíadas no Rio de Janeiro mas infelizmente não entrou na grade. Estaríamos num patamar muito alto com equipes tradicionais como Japão e Estados Unidos, sendo um grande incentivo para formação de novas atletas, tanto no feminino como no masculino.

Para finalizarmos a entrevista, pedimos para Barão deixar uma mensagem para os torcedores e amantes do softbol no país:
“Nossas atletas estão treinando intensamente e sabem da grande importância do Pré-Olímpico, peço que todos torçam por nós e tragam energia positiva para a nossa preparação e para os jogos em Surrey no Canadá. Desde já agradeço a todas as equipes do Brasil e que continuem a desenvolver o softbol no Brasil.”

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