CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE BEISEBOL E SOFTBOL
Felipe Natel, Ramon Ito e Seleção de Beisebol são os melhores do ano no Prêmio Brasil Olímpico
O grande desempenho da Seleção Brasileira de Beisebol nos Jogos Pan-Americanos segue rendendo conquistas para o beisebol nacional.
O tradicional Prêmio Brasil Olímpico, concedido pelo COB (Comitê Olímpico Brasileiro) e entregue em cerimônia na última sexta (15), teve uma edição mais do que especial para o beisebol brasileiro, devido aos Jogos Pan-Americanos de Santiago.
Graças a presença da seleção de beisebol no Pan, já que o beisebol e softbol não tem vagas fixas, ficando na dependência das modalidades estarem no quadro dos Jogos Olímpicos, o prêmio pôde voltar a ser entregue na categoria Melhor Atleta de Beisebol, em que um atleta da categoria é escolhido, e com as inéditas premiações para Melhor Técnico Coletivo e Melhor Equipe Masculina.

Na categoria Melhor Atleta de Beisebol o premiado foi o arremessador Felipe Natel, que teve papel fundamental na conquista da medalha de prata. Natural de Itapetininga-SP, o arremessador de 34 anos atua pelo Yamaha do Japão há 17 temporadas, mas além dos Jogos Pan-Americanos, Natel tem sido presença frequente na seleção brasileira há vários anos.
Natel, que não esteve na premiação por estar no Japão, em entrevista para a Confederação, salientou a importância do suporte da torcida e apoio durante o Pan-Americano e demais competições. Em relação ao prêmio falou da honra em voltar a participar: “foi a segunda vez que concorri ao prêmio, na vez anterior concorri com o Bo Takahashi, dessa vez com o Paulo Orlando e com o Victor Coutinho, então é uma honra concorrer com esses grandes nomes do beisebol brasileiro. Fiquei muito feliz por ter recebido esse prêmio, a gente faz nossos sacrifícios para vestir a camisa da seleção, então receber o prêmio é uma motivação a mais para seguir lutando”.

Comandante da seleção no título do Sul-Americano em 2022 e na conquista da medalha de prata em Santiago nesse ano, Ramon Ito recebeu o inédito prêmio de Melhor Técnico Coletivo. Nascido em Marília, 34 anos, além das conquistas com a seleção, o treinador tem outros diversos títulos no comando do time de Marília.
Sobre o prêmio recebido, Ramon destacou a importância para a modalidade e dividiu os méritos da conquista com toda a comissão técnica da seleção: “a importância [do prêmio] para o beisebol no cenário nacional é imensa, deu muita visibilidade perante outras modalidades e para o COB. Essa premiação consagrou toda a dedicação de uma comissão técnica bem entrosada e competente. A emoção foi grande, pelo que esse prêmio representa, porém não se assemelha ao que passamos durante a campanha dos jogos panamericanos”.

Por fim, coroando o brilhante ciclo da seleção brasileira de beisebol, disputando com as seleções de polo aquático e vôlei, o prêmio de Melhor Equipe Masculina, também inédito, foi concedido ao beisebol, recebido pelo presidente da Confederação Brasileira de Beisebol e Softbol, Jorge Otsuka.
“Espero que essa conquista possa motivar o ingresso de novos praticantes no esporte e que tenhamos um apoio financeiro para as próximas preparações”, acrescentou o comandante da seleção em relação ao prêmio de melhor equipe. Já Felipe Natel falou sobre o impacto da conquista da medalha até no Japão e sobre futuro: “por morar no Japão, não sei como está no Brasil, mas até aqui os japoneses comemoram a vitória. Fui chamado no Consulado Brasileiro de Hamamatsu, fizeram homenagem e recebemos troféu [Enzo Sawayama também foi homenageado], até na Prefeitura. É uma coisa que não tem explicação. Tem que tirar proveito dessa vitória e audiência que temos agora para erguer nosso esporte, porque a gente precisa de muito suporte. Precisa de ajuda para a juventude que virá”.
Foto de Capa: Alex Ferro/COB
