Entrevista com Paulo Orlando, capitão da Seleção nas Eliminatórias do WBC

CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE BEISEBOL E SOFTBOL

Entrevista com Paulo Orlando, capitão da Seleção nas Eliminatórias do WBC


Na próxima sexta (13), a Seleção Brasileira estreia no Qualificatório para o WBC 2021 (Copa do Mundo de Beisebol), diante do Paquistão, e entre os grandes nomes escolhidos para esse desafio está Paulo Orlando.

Paulo está de volta a seleção após um período de quase sete anos fora, devido aos compromissos com a MLB, mais especificamente com o Kansas City Royals, onde foi campeão da World Series em 2015, tornando-se o primeiro brasileiro a conquistar o título da liga norte-americana.

Sua última competição com o Brasil também foi um WBC. Paulo esteve na campanha vencedora do Qualificatório de 2012 no Panamá e na fase de grupos da chave principal da competição em 2013 no Japão.

Agora, mais experiente e com uma carreira vitoriosa, com passagens de sucesso em várias ligas pelo continente, nosso camisa 16 volta a representar o Brasil na posição de capitão da seleção.

Paulo e o anel de campeão da World Series (Foto: Arquivo Pessoal)

E para entender melhor esse momento da carreira dele e a importância do WBC, Paulo gentilmente respondeu as perguntas do site.

Você é um dos atletas deste elenco que esteve na edição de 2013, quando o Brasil passou pela Qualificatória e chegou a chave principal do WBC. O que enxerga de diferente no torneio e na seleção brasileira desde então?
PO. A diferença é que nesse qualificatório são mais países e as chances aumentam! No meu modo de ver, a grande diferença dessa seleção é a experiência, já que participa pela terceira vez e a grandeza desse torneio faz os jovens enxergarem oportunidades de seguir como profissionais.

Desde o WBC de 2013 você não atuou mais pela seleção brasileira, qual o sentimento agora na volta, ainda mais em uma competição tão importante? E como é ser o capitão da seleção?
PO. Jogar pela seleção é sempre um sentimento diferente, claro, não pude estar na última edição, mas a alegria e o clima de representar nossa nação não tem sentimento igual. Ser capitão é um simples detalhe, talvez seja por minha experiência. Aqui, todos devemos ser líderes e executar sua função. O que vale nesse torneio curto é a união e todos ter o instinto de liderança.

Comparando o Paulo Orlando de 2013 e o de agora em 2020, já campeão da MLB, com passagens vitoriosas em outras ligas pelo mundo, quanto de experiência você consegue trazer para o elenco da seleção? E o que mudou de essencial no seu jogo desde então?
PO. Meu jogo desde a última edição que participei mudou na questão de velocidade, antes, claro, tinha idade de usar essa arma e para chegar nas bases e anotar pontos. Hoje vejo que meu jogo possa ser o meu posicionamento no line-up, para ter oportunidade de empurrar os pontos. Além de passar pequenos detalhes para os jovens e facilitar que eles executem as situações do jogo.

Você está com o time basicamente desde o início da preparação no Arizona. Como está sendo essa preparação? Como o time chega em nível técnico e físico para o torneio?
PO. Tivemos pouco tempo de preparação, mas nossos técnicos passaram exatamente o que precisa ser feito nesse torneio: físico e mental em 100%.

Em 2013 Paulo e Barry Larkin no WBC (Foto: Facebook)

Pela terceira vez em WBC, Barry Larkin, hall da fama da MLB, será o técnico de nossa seleção no torneio. Como é trabalhar com uma lenda do esporte? O quanto ele agrega para os jogadores que trabalham com ele?
PO. Barry é um excelente treinador, sabe passar bem o que os nossos jogadores precisam ter na hora de entrar em campo. A agressividade e confiança não podemos perder, e nem ter medo de errar, antecipação nas jogadas em momento de pressão é o mais importante.

O WBC, em especial essa fase eliminatória, tem como característica principal ser uma competição de tiro curto. Qual a maior dificuldade de se jogar um torneio deste tipo? E que vantagem o Brasil leva em estrear contra o teoricamente time mais fraco da chave?
PO. O beisebol em si consiste em que erra menos e o torneio também é assim, ainda mais porque não conhecemos os adversários, é preciso ter improviso. Não tem time fraco no meu ver, temos que sair e mostrar um beisebol compacto sem muitos erros.

Qual a sua expectativa para o a competição em si? Em termos de garantir uma das duas vagas, quais os adversários mais perigosos da chave?
PO. Como disse não conhecemos muito sobre os outros times, mas a nossa parte devemos fazer e aproveitar as oportunidades.

Deixe uma mensagem para a torcida brasileira, em relação a competição e ao esporte em si.
PO. A toda nação brasileira, amantes de beisebol, acompanhem-nos nesse torneio. Realmente não temos todos nossos jogadores disponíveis, que não estão aqui por vários motivos e compromissos, mas os que estão aqui vão suar essa camisa para levar o Brasil para a próxima fase.

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